Thursday, 28 February 2008

Pão de forma: Regresso ao stand!

Inicio aqui hoje , a nova telenovela dos clássicos, "Pão de Forma-de volta ao stand", que relata a história de uma vivência de duas décadas com uma carrinha VW, que um dia resgatei do lixo para tirar o motor, e acabei por a recuperar de tal modo que chegou a figurar num salão de exposições de um concessionário.

Bem vindos a este lata-biografia...


Capitulo I
O Inicio de tudo

Perdi a conta a todas as frases derrotistas que ouvi nos primeiros anos de posse desta carrinha." Mal empregado dinheiro que estás a gastar", " O caminho é mau, Vamos na tua porque e mais velha", " Vamos antes no carro do Carlos", " Vai estacionar isso ali para o fundo", foram algumas das pérolas que tive de suportar. Curiosamente, estas palavras de desconsolo forneceram-me o ânimo para manter e recuperar este veículo.
Tenho ainda na minha memória bem patente o primeiro momento em que ela entrou na minha vida. Estávamos em 1989, e eu prestava serviço voluntário como operador de telecomunicações nos Bombeiros da minha localidade, Cacilhas, uma povoação do outro lado do Rio Tejo, frente a Lisboa.
Numa das inúmeras chamadas que atendi nesse dia, o meu Pai ligou-me a perguntar se um motor duma carrinha Volkswagen daria para aproveitar para o Buggy. Sim, por esta data, eu já tinha um Buggy, de chassis curto e o pouco movimento entusiasta a volta dos VW, tornava escasso o fabrico de suplentes para estes veículos. Não era como agora, onde se pode voltar a encontrar material fabricado de novo,embora com infrerior qualidade. Não. Na década de oitenta, quem tinha um carocha, tinha de sobreviver com peças usadas. Na melhor das hipóteses, podia-se recorrer ao Rozécruz e à Auto-Marginal na Cova da Piedade, mas sempre com um esgar dos balconistas a dizer " Já nao há mais nenhuma peça destas, esta é a última..."

Claro que o motor dava para o Buggy. Ainda por cima era um 1192, igualzinho ao que lá estava instalado. Rapidamente apanhei a camioneta da extinta Rodoviária Nacional para a Cova da Piedade, onde o meu pai me aguardava no Stand Alves. O Stand Alves, nada mais era que um barracão de chapas de zinco, com vidros acrílicos, erigido ao fundo do estaleiro naval da Lisnave. Penso que ainda hoje lá esta, quando fôr a Portugal da próxima vez hei-de confirmar.

Propriedade do senhor Alves, retornado das ex-colónias, oferecia sempre uma vasta gama de carros usados, mudando o stock quase semanalmente. O mar não estava para peixe, e por isso os carros usados tinham muita procura. Nas traseiras do stand, la estava então a carrinha...
Tinha sido trazida em cima de uma camioneta, para ser comercializada ao preço da sucata, no comerciante mais ao fundo. Como era hora de almoço, o sucateiro estava fechado, e o motorista foi almocar na tasca pestilenta onde o senhor Alves estava a almoçar com o meu pai. Saindo do "restaurante", o meu pai nao deixou de notar que a carrinha apesar de bastante deteriorada, ainda tinha motor e alguns orgãos vitais. Tendo o meu "aval" de especialista, rapidamente a carrinha foi descarregada e comprada pelo senhor Alves. O meu pai não tinha dinheiro para estes caprichos.Mais tarde, pagaria as duas notas de cinco devidas. A matricula CB dizia que era de 1964.

A carroçaria, pintada de verde alface, estava bastante apodrecida em todo o lado esquerdo, mercê de ter passado muitos anos debaixo de uma varanda. Para ajudar, um enorme autocolante de uma águia fluorescente enfeitava a frente. Pelo que me consigo lembrar, nao faltavam grandes coisas, só o habitual lixo dentro do carro, e aquele cheiro de que estava parada ha muito tempo. O tablier estava pintado de branco, e corriam alguns fios eletricos suplentes por debaixo do banco. Na traseira, o pára-choques foi cortado em dois, aproveitando só as esquinas, e uns farolins quadrados de camião estavam aparafusados à carrocaria.

A porta traseira , completamente apodrecida, não abria. A tampa do motor caira. O pilar A do lado do condutor estava só seguro pela tinta. A porta do condutor corria o risco de cair a todo o momento. A caleira do tejadilho, completamente desaparecida deixava entrar água a jorros, só evitada por panos e jornais atamancados dentro da carroçaria.
Sim, realmente, era apenas para tirar o motor...

Nos dias seguintes, iniciei um novo passatempo de ...nem sei bem o quê . Mas o que fazer? eu não tinha posses para manter mais um carro, ainda por cima um "Monstro " destes. Bom ao menos pensei em dar-lhe uma esfrega, tentar pôr o motor a trabalhar, e dar umas voltas as redondezas. Podia ser que se revelasse um autêntico caranguejo, e eu então nao tivesse pena nenhuma de a deitar fora. Assim fiz.
Aproveitando a bateria de seis volts encontrada dentro da carrinha , misturada com trapos, jornais, peças e alguidares, e dando um "encosto" com uma bateria de doze volts, a lendária carrinha arrancou com tal pujanca como se tivesse sido utilizada na noite anterior. O apodrecido escape emitia um agradável som "Harleydavidsonesco", o que contribuia para o " feeling".

Inspirado por umas permissíveis e pouco visiveis autoridades, resolvo meter-me ao caminho na Nacional 10, até as oficinas dos bombeiros. Eram dois quilómetros, sempre a direito. Ainda não tinha carta, nem documentos , nem seguro. Mas ia guiar um pão-de-forma pela primeira vez!
O pensamento de que algo podia correr mal , estava submerso pelo êxtase de comandar tão grande navio . O motor ecoava lá atras, como se eu estivesse a ser perseguido por uma moto.

O interior branco pintado a pincel , reflectia o belo dia de sol, contribuindo ainda mais para a sensação de imensidão.
A direcção desalinhada, os pneus semi-vazios, e os rolamentos gripados, tornaram esta viagem única, fazendo -me pensar que realmente eu meto-me em cada uma!
Comecei a imaginar-me capotar e embater contra a rede da Lisnave, com polícia e bombeiros,e depois estava mesmo prejudicado com "F".
Mas não. Passados uns minutos, cheguei as oficinas dos Bombeiros, onde o Cândido e o João Galinha disseram que o motor parecia estar a trabalhar bem. Deixei sempre o motor a trabalhar, e regressei a cova da Piedade.
Cada vez menos me apetecia desfazer da carrinha...
Para ajudar, o som piedoso emitido pela buzina, originou-lhe a primeira alcunha: Muick. Agora, já não era " A carrinha"...era a "Muick."


Próximo capítulo: As primeiras aventuras.

Staying Alive

Imagine entrar num stand de carros novos, e encontrar exposto um Peugeot 504, um Fiat 1100, ou mesmo um Austin 1300. Com o interior a cheirar a novo e tudo. Sonho? Talvez nao...

Por Mike Silva
( Publicado originalmente na revista Topos&Clássicos)


Todos nos ja ouvimos a "lenda" uma vez ou outra...O "Carocha", ainda se fabrica no Brasil.Ou no Mexico. Nao vou desmistificar , pois nao tenho dados concretos. Ouvi dizer que os ultimos exemplares sairam da linha de montagem de Puebla, no Mexico, em 2004. Seja como for, nao e isso que me traz aqui. Nem sequer os Fiat 124 fabricados na Russia ,sob o nome Lada, que todos nos ja sabiamos existir.
Na verdade, existem bastantes mais modelos de classicos ainda em fabrico do que possamos supor, em locais que nem sequer imaginavamos. Nao sao replicas, sao mesmo os modelos originais, que utilizam a maquinaria original da marca para produzir os moldes necessarios ao seu fabrico. Nem se trata de nenhuma deslocalizacao, tanto em voga na economia actual, mas na venda pura e simples de tecnologia obsoleta a outros paises menos desenvolvidos. Por vezes a marca contribui, com alguma ajuda financeira.
Esta e uma realidade e uma pratica comum mundialmente, e seria impossivel listar todos os modelos que actualmente deixaram de ser "oficialmente" fabricados pela marca, mas que continuam com novo nome e novo folego numa qualquer outra parte do mundo. No entanto, antes de comecarmos a sonhar com um lustroso classico "zero" quilometros, ou encomendar um livro de cheques, vejamos que nem tudo e o que parece...
Nao podia deixar de comecar por referir o modelo automovel ha mais tempo em producao no mundo...O Morgan 4.4, em producao desde 1935. E o popular Land Rover Defender, que permanece, pelo menos esteticamente, fiel ao modelo original.
Desde 1956, que se fabrica na India o Morris Ambassador, sob o nome Industan Ambassador Classic, embora agora tenha um motor diesel de 37 cv, e umas jantes especiais.No pais das moncoes, Shanti e Bajaj ocupam-se de produzir o triciclo vespa para ser utilizado como Taxi.Tambem como taxi, pode dispor do Fiat 1100, fabricado desde 1964 por uma firma de nome impronunciavel. Ainda na india a Renault Space do primeiro modelo sobrevive como uma Rajah Kazwa, tendo um motor Izusu 2l diesel. O popular Jeep, tambem fabricado sob licenca pela Mitsubishi no Japao, da pelo nome de Mahindra classic cl.
Na Nigeira, a Peugeot Automobile Nigeria produz o indestrutivel Peugeot 504 , com 1800cc e 70 cv, com participacao financeira da Peugeot francesa .Na Romenia, o Dacia 1307 revive o popular e tambem indestrutivel Renault 12,embora com uma grotesca caixa de carga, e o "nosso" Portaro, ( que afinal era "deles") tem que fazer pela vidinha com o nome Aro 243 colado no portao traseiro. A firma brasileira Cross Lander tambem os produz sob licenca.
Fabricado sob o estranho nome de Arab-American Vehicles, o peugeot 405 continua a sua carreira no Egipto, fazendo companhia ao Fiat Regata, agora chamado de Nasr-Sahin, e fabricado tambem no Cairo.
Em Teerao, sob o nome Pars Khodro Sepand PK, o Renault 5 do Primeiro modelo leva uma vida agitada, fazendo companhia aos Moratttab Pazzan ( Defenders com motor...Mitsubishi) apresentados em 2001 no Tehran motor show.
Na Russia, e demonstrando que o fenomeno 124 ainda esta para "lavar e durar", mais uma fabrica alem da Lada se ocupa de produzir a vetusta berlina. Respondendo pelo criptico e " KapaGeBiano" nome de IZh Vaz 2106 Zhiguli. Um olhar mais atento podera distinguir as diferencas com o modelo "da" Lada...O logotipo da marca.
No improvavel Namibia, onde julgavamos serem apenas produzidos soniferos para elefantes, a fabrica Uri utiliza o chassis de um Toyota BJ 40 fornecido pela Africa do Sul para produzir cerca de setenta unidades/ano dum veiculo TT .
Esta pesquisa torna-se dificil pelo reduzido numero de unidades fabricadas, e por vezes a sua momentanea interrupcao. Por exemplo em Malta, tive a indicacao de que possivelmente ainda se fabricariam Hillman Hunters , mas por outro lado encontro que a producao cessou em 2002. Muitos outros modelos, como Van den Plas Princess, Ford Roadster , Allard, Karmann-Ghia, ou Austin Frogeye, caem suspeitamente no cesto das replicas, por nao haver informacao suficiente.

Monday, 25 February 2008

Simca 1301 Special...o meu "primeiro" carro!

Parece impossível que ainda não tenha dedicado algumas linhas a este carro que desempenhou um papel tão importante no desenvolvimento da minha vida profissional!

Este carro teve um fim triste em 2002,mas a sua herança permitiu que eu escolhesse o rumo que queria para a vida, e que soubesse pela primeira vez o que era conduzir um veículo motorizado...

A primeira vez que o vi, foi num stand em Lisboa, onde o meu pai tinha ido devolver um Opel 1904, por não estar em condições.Como opção, o dono do Stand propôs a troca por um Simca 1301 Special que tinha vindo como retoma. Decorria o ano do senhor de 1980. Regressámos a casa então ao volante de um Simca com os farolins traseiros estilhaçados. Sim. Os stands nos anos oitenta vendiam carros com os farolins estilhaçados.

Durante anos, viajámos aos fins de semana para Tomar, trazendo umas sacas de batatas e couves na bagageira, avariando amiúde pelo caminho, na "extensa" viagem de quatro horas. Saíamos da Margem Sul, e quando chegávamos a Sacavém, parecia que já tinhamos atravessado Portugal. As estradas eram horrorosas, e implicavam ir pelo poço do Bispo e pela zona da antiga Expo. Com aquele empedrado cheio de crateras, e fraca iluminação.

Em Vila Franca, ou arredores, era hora para parar e almoçar. Pois já se tinham passado quase duas horas . Após um litro de vinho entre todos, retomávamos a viagem, aos pulos no banco de trás sem cintos nem "cadeiras de retenção". O Simca percorria então estreitas estradas de carros de bois, enlameadas e com matacões de barro largados pelos rodados dos tractores, antes de finalmente chegar ao entardecer à quinta .

Anos mais tarde, o Simca ficou parado porque utilizávamos o carro da empresa do meu Pai, um "moderno " Renault 12. Como resultado, a bomba central ficou ressequida, e a bateria sulfatou. E como o carro não andava, o meu pai não se importou que eu ficasse com as chaves, e me entretesse a limpá-lo. Só que se esqueceu de que me tinha posto a aprender o ofício nas férias da escola, na oficina do "Espanhol". Assim, o Simca revelou-se um excelente caderno para fazer os "trabalhos de casa", com a ajuda dos meus amigos de então.

Quotizando-nos entre todos, e com um empréstimo de uma bateria de um senhor que também tinha uma carrinha Simca 1100 côr de laranja ( Não são bonitas, estas cores dos clássicos?), elegemos o "Genny" que era mais velho para ligar o motor. Despejando umas gotas de gasolina no carburador, o motor pegou imediatamente, expulsando o pó e folhas acumuladas. Rapidamente, eu, o "Gordo do sexto andar", o "Vitó", e o Bruno entrámos para o carro, e "à vez" entretemo-nos a treinar arranques.

Tempos mais tarde, ficando mais " experientes", resolvemos fazer uma "visita" á Costa da Caparica, deixando o carro no cimo do monte, junto aos Capuchos. Tínhamos 12 anos! Eu , o Hélio, e o David! O meu pai não ficou muito contente, quando um colega lhe disse que me tinha visto aos comandos na Via rápida! resultado: Chaves para cá!

Entretanto, os anos da legalidade vieram, e a carta surgiu. Passei a utilizar uma "Pão-de-forma" de 1964, que ainda guardo. ( ena pá! Tenho aquilo desde 1987!) O Simca continuou debaixo das arcadas, durante mais quatro anos, até que a Câmara Municipal lhe colou um papel de "abandonado".

Por motivos que se prendem com a incapacidade de uma pessoa se desfazer de um carro, o meu pai pagou uma pipa de massa para mandar rebocar o Simca para a quinta em Tomar, onde ficou estacionado debaixo de uma figueira, por mais oito anos.

Como era de esperar, a corrosão fez o resto e um dia, por volta de 2002, algum comerciante de sucata pegou no que restava e levou para o eterno paraíso dos carrinhos velhinhos.

Não consegui por isso ter oportunidade de salvar esse carro, mas recuperei dezenas de outros que sem a minha intervenção se teriam igualmente perdido. Hoje, a viagem entre a margem sul e Tomar faz-se numa hora e meia, ou em 50 minutos de CBR.

O "Genny", a última vez que o vi, estava a arrumar carros junto ao teatro da Trindade, para sustentar o vício ( Que perda,rapaz!), o Hélio trabalha em Sines, nunca mais soube do Devid, e eu vim para Inglaterra trabalhar com clássicos.

Tenho se calhar a agradecer, aquelas tardes passadas a tentar descobrir para que é que servia aquele tubo por cima do motor, que ia ligar ali, e o que era aquela peça acolá. Num prestável e colaborador Simca 1301 special verde escuro.

Graças a este carro, pude começar a achar interessante um conjunto de peças montado pelo Homem, reunir num só objecto as maiores descobertas da Humanidade, como o Fogo, a Roda, o motor de explosão, a Electricidade, a Química, a Física, o vidro ou o fabrico em série.

E escolher um rumo para a minha vida. Obrigado Simca, pelo empurrãozinho que me deste. Infelizmente, nem fotos tuas guardo, pois nunca estiveste "bonito"e arranjadinho para uma pose. Paciência. Mas as imagens que guardo daquelas pequenas conquistas e primeiras descobertas, estarão sempre comigo de uma forma inesquecível...

Sunday, 24 February 2008

Os carros mais feios do Mundo

Quando compramos um carro, utilizamos basicamente o nosso instinto visual e apelativo, escolhendo um modelo que provoque qb os sentidos, mas que se insira numas linhas consideradas consensuais , que a maioria das pessoas aprecie.


O mercado por vezes ataca-nos os sentidos de modo a despertar-nos o desejo,e todos nos lembramos de ,como por exemplo, aqueles farolins no pilar traseiro colocaram o Punto numa liga completamente diferente do anterior Uno, ou em como o Mégane com aquela traseira que a marca insiste em classificar de Sexy, com anúncios de moçoilas a abanarem as calças, mas que não passa de um grotesco exercício de design feito por um morador de uma instituição para doentes mentais.

Mas estes carros, devido á sua grande tiragem, rapidamente acostumaram os nossos olhares e estômagos, e agora é corriqueiro e banal cruzarmo-nos com estes veículos, sem recorrer ao Paracetamol. Mas o problema persiste em alguns modelos ,clássicos e modernos, sem remédio.

Pos vezes, prejudicamos o design em função de uma mecânica mais elaborada, e não nos importamos nada de ter um carro "feio" com um V8 a grunhir. Por exemplo, o Daimler Dart.


É preciso alguma coragem para gastar dinheiro num carro de fibra de vidro, com uma frente que parece um Peixe- espada com quinze dias de congelador, e sobretudo para sair á rua com ele.Está bem é um V8, mas isto é ir um pouco longe demais para chamar a atenção. Ao menos não enferruja ( muito), e sempre nos poupa a uma visão ainda mais obscena.


Depois, temos um carro que apesar de ser muito competente e apresentar a idéia brilhante de proporcionar seis lugares em duas filas de bancos, parece um sapo com um quisto nas costas. O infeliz Multipla, que volto a dizer é um carro bastante capaz, não fora a sensação de estar a conduzir dentro de um aquário.

Temos os "novos" jeeps que pretendem seguir a senda dos populares Hummers,construindo modelos que se assemelham a contentores de entulho , propulsionados pelos ridículos VM italianos, uma espécie de Hot Dog feito na Brandoa, e os "guarda-vestidos" como os Atos e companhia. Na categoria de "guarda-vestidos", o Daihatsu Move ganha com uma vantagem tremenda.


Mas o carro que bate todos os records de fealdade, um carro que parece ter sido concebido num concurso para ver quem conseguia desenhar o carro mais feio do mundo, um carro construído para ameaçar crianças quando não querem comer a sopa, é o Ssangyong Rodius!


Mesmo o nome, obriga-nos a procurar imediatamente no bolso da camisa os comprimidos de Paracetamol. Há por aí uns monovolumes feios, como o Zsara Picasso, ou o novo Honda FR-V, mas este abusa do privilégio! Ao longe,aí a três quilómetros de distância, parece ter algumas semelhanças com um Mercedes, mas ao perto, parece que estamos a ver o "Blair Witch Project".


Como pode ter sido possível alguem ter desenhado aquilo? Será que o doente que desenhou a traseira do Megane fugiu para aqueles lados? Mas seja como fôr, será sempre preferível um carro eficaz e feio, do que um bonitinho e oco. E se formos a ver, um carro feio tem menos hipóteses de ser roubado...